domingo, 30 de agosto de 2026

O Temperamento Fleumático

QUEM É O FLEUMÁTICO?
 
"A calma que move o mundo sem pressa"
 
O fleumático é um dos 4 temperamentos clássicos (junto com sanguíneo, colérico e melancólico). É conhecido por ser calmo, sereno e equilibrado, evitando conflitos e mantendo a estabilidade emocional.

 
PONTOS FORTES
 

• Extremamente calmo e tranquilo
• Paciente e tolerante com os outros
• Difícil de perder a cabeça
  Compassivo e leal
  Pensamento equilibrado e racional
• Criam ambientes de paz ao redor
• Bom ouvinte, acolhedor 
 

 PONTOS A DESENVOLVER
 
• Resistente a mudanças, teimoso na rotina
• Pode parecer indiferente ou sem emoção
• Lento para tomar decisões
• Evita conflitos demais — às vezes cala ao invés de se expressar
• Dificuldade em demonstrar sentimentos
• Tendência à procrastinação
• Pode faltar iniciativa 

 
COMO SE COMPORTA?
 
Situação Reação Fleumática 
Algo dá errado Mantém a calma, tenta resolver sem desespero 
Briga entre amigos Tenta acalmar, busca o meio-termo 
Nova ideia Ouve com cuidado, pensa antes de aderir 
Decisão importante Demora, pondera todos os lados 
Elogio Aceita com humildade, sem se exaltar 
 

 FRASES TÍPICAS
 

•"Calma, não precisa se desesperar."
•"Tudo tem seu tempo."
•"Vamos pensar com calma antes de decidir."
•"Não vale a pena brigar por isso."
•"Estou bem, obrigado." 
 

 RELACIONAMENTOS
 
•Como parceiro: estável, confiável, previsível; pode ser visto como "pouco romântico" por não demonstrar tanto
•Como amigo: leal, presente, ouvinte fiel; poucos amigos mas verdadeiros
•No trabalho: confiável, cumpre o combinado, não cria confusão; evita cargos de liderança que exigem confronto 
 

 RESUMO EM UMA FRASE
 
O fleumático é a âncora emocional: traz paz, estabilidade e equilíbrio — só precisa lembrar de se mover quando necessário.

Quem é o Fleumático?

 
O fleumático é a pessoa que tem o temperamento fleumático — um dos quatro temperamentos clássicos formulados por Hipócrates e depois sistematizados por Galeno (século II d.C.), baseados na teoria dos quatro humores corporais. A palavra vem do grego phlegma (fleuma), associado ao elemento água, ao frio e à umidade.
 
✅ Principais características
Calma e estabilidade emocional: raramente se altera, perde o controle ou tem reações explosivas
Reações lentas e ponderadas: pensa antes de agir; não é impulsivo
Emotividade contida: sente, mas não demonstra intensamente; parece impassível
Constância e perseverança: fiel, paciente, mantém compromissos por muito tempo
Prefere ordem, método e harmonia: evita conflitos e agitação
Introvertido e observador: dirige sua energia para dentro, reflete antes de falar
 


⚖️ Pontos fortes e o que pode parecer fraqueza


✅ Pontos fortes⚠️ O que confunde
Confiável, estável, fielParece indiferente, frio ou lento demais
Sério, prudente, persistentePode hesitar e demorar a decidir
Paciente, equilibrado, leal

Dificuldade em expressar sentimentos abertamente 

Em resumo

O fleumático é a pessoa calma, estável, fiel e prudente, que reage sem pressa, mantém a serenidade mesmo em dificuldades e valoriza a constância acima da agitação. Não é "sem sentimentos" — apenas sente e reage em ritmo mais tranquilo e estável.
Essa classificação é hoje considerada uma referência clássica e cultural, não um diagnóstico científico, mas continua útil como linguagem para descrever estilos de personalidade.
 
Fonte: DOLA IA 

domingo, 23 de agosto de 2026

Temperamento Fleumático

 

🧊 Temperamento Fleumático — Características


O fleumático é um dos quatro temperamentos clássicos (junto com sanguíneo, colérico e melancólico), ligado à natureza fria e úmida e ao elemento água. É o mais calmo e estável de todos.

Principais Características


  • Calma e serenidade — raramente se perturba, mantém a compostura mesmo sob pressão
  • Estabilidade emocional — poucos altos e baixos, não se deixa levar por emoções intensas
  • Paciência — espera sem se irritar, tolera bem demoras e dificuldades
  • Confiabilidade e constância — cumpre o que promete, age com método e consistência
  • Diplomacia e mediação — evita conflitos, busca harmonia, é excelente conciliador
  • Introvertido e reservado — prefere ambientes tranquilos, não demonstra emoções abertamente
  • Observador e reflexivo — observa antes de agir, pensa com calma
  • Bom ouvinte — compreende diferentes pontos de vista sem se precipitar
  • Leal e dedicado — firme nos vínculos, valoriza relacionamentos duradouros
  • Resistência ao estresse — reage lentamente a estímulos, dificilmente entra em pânico

⚠️ Pontos de Atenção (Dificuldades)


  • Pode parecer indiferente, apático ou lento demais
  • Evita conflitos inclusive quando precisa se posicionar
  • Tem dificuldade em tomar iniciativa e decisões rápidas
  • Resiste a mudanças e riscos
  • Custa a expressar necessidades e opiniões
  • Pode procrastinar por excesso de cautela

📊 Resumo Comparativo Tabela


AspectoTraço Fleumático
EmoçãoEstável, controlada, discreta
AçãoLenta, ponderada, consistente
PosturaPacificadora, conciliadora
ReaçãoDifícil de irritar, imperturbável
VisãoObjetiva, observadora
FraquezaPassividade, resistência à mudança
Em uma frase: O fleumático é a pessoa que, quando todos entram em pânico, continua calmo, observa e diz com tranquilidade: "Vamos resolver isso com calma."

Fonte: DOLA 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Ato falho

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Ato falho 

Por Sandra Regina S. M. Wolffenbüttel*


Utilizamos o termo Ato Falho quando, do ponto de vista da vontade consciente ou da Consciência, acontece um erro na fala, um engano ou esquecimento na memória, um comportamento, uma ação física equivocada que,neste caso, ocorre como resultado de uma manifestação do Inconsciente, daquilo que o indivíduo desconhece de si mesmo, que tem origem e emerge das profundezas de seu psiquismo: através do ato falho o desejo do Inconsciente é realizado.

O Ato Falho, em determinadas situações, é uma das manifestações mais evidentes do Inconsciente, como, por exemplo, quando o marido por engano chama a esposa pelo nome da amante ou entrega à esposa o paletó para lavar deixando esquecida no bolso a fatura com a despesa com a amante no motel.

Sigmund Freud, em seus estudos sobre o Inconsciente, reconheceu o fenômeno e o descreveu, em 1901, no seu livro A Psicopatologia da Vida Cotidiana. Os atos falhos diferem do erro comum, pois possuem significado e resultam da formação de um compromisso entre o Inconsciente e o Consciente.São manifestações do que foi reprimido da Consciência e que, deste modo, como um “engano”, podem aparecer, revelando a intenção Inconsciente, e serem satisfeitos. Como expressa o consagrado “sem querer, querendo”, do personagem Chaves. 

 

* Sandra Regina S. M. Wolffenbüttel é psicanalista da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Resumo do Livro O Mal-Estar na Civilização – Sigmund Freud

 

OCEÂNICO

Tudo começa no “Mal-estar na Civilização”, capítulo 1. Romain Rolland, escritor, dramaturgo francês e prêmio Nobel da Literatura, recebe uma pequena obra na qual Sigmund Freud trata a religião como uma ilusão. Rolland concorda com a crítica do amigo interlocutor, mas lamenta o fato de Freud não ter compreendido um sentimento peculiar, que seria a fonte da energia religiosa, independente das religiões.

O escritor nomeia esse sentimento de “ oceânico ”, o qual ele mesmo sentiu e soube que tantos outros sentiam, talvez toda a humanidade sinta. Tal sentimento seria a sensação de eternidade, aquele famoso “somos todos UM”, uma sensação de eternidade, de que as coisas não acabam aqui. Rolland diz que esse sentimento está além das religiões e por isso, alguém pode se sentir religioso ainda que rejeite todo e qualquer tipo de fé e de ilusão. 

Freud desconhece tal sentimento em si, mas acredita que ele possa existir em outras pessoas, por que não? E então, ele passa a destrinchar de onde tal sentimento poderia vir, apesar da dificuldade de descrever cientificamente um sentimento.

Assim, Freud vai em busca de entender se, e como, poderia existir um sentimento inato no ser humano, que o vinculasse de imediato ao mundo, o tal do sentimento oceânico.

Para explicar tal fenômeno, Freud usa alguns exemplos práticos, primeiro fala da constituição do EU, que inicialmente tem tudo. O bebê nasce com esse sentimento de que tudo é ele e ele é tudo até que, a duras penas, começa a entender que existe um outro, (o peito é da mãe e não dele, pois só aparece quando ele chora). Assim, instaura-se o que Freud chama de princípio da realidade, uma tentativa de separar o interno do externo, o que é eu e o que é o outro. Então, o atual sentimento do EU pode sim ser um vestígio do que um dia foi o eu sem limites com o todo. Seria isso o tal sentimento oceânico?  

Freud dá outros exemplos bem didáticos, usando a teoria da evolução darwiniana, em que o DNA melhor adaptado vem de uma cadeia anterior de melhores adaptados, ou a formação de uma cidade antiga, cujas ruínas se encontram debaixo das novas construções, esclarecendo que na vida psíquica também é assim: a conservação do passado é uma constante (nas memórias, repetições, nos sonhos, etc). 


Então, Freud trama uma rede retroativa para compreender o tal do sentimento oceânico que o amigo sente e ele não, mas não chega à mesma conclusão esotérica que Rolland quis dar ao termo. Esse EU que é TODOS, para Freud, vem de um desamparo infantil, o qual todo homem sente. A teoria freudiana é determinista neste sentido, condicional, porque todo homem vem desamparado ao mundo e precisa da ajuda do outro para sobreviver. Esta é a condição humana.

Longe de romantismo ou esoterismo, o sentimento oceânico para Freud, ou seja, esta sensação de ser um com o universo, está mais para uma espécie de narcisismo ilimitado, onde o homem busca desesperadamente estar no controle de tudo para se proteger da ameaça do mundo exterior, acreditando, ou melhor, ilusionando – para retomar ao texto onde ele dizia que a religião é uma ilusão – que existe um grande pai que olha por nós, que nos protege, que conhece as nossas necessidades, que escuta nossos pedidos desesperados (o choro condicional) e, sobretudo, nos apazigua de um eventual arrependimento por termos feito coisas ruins. Como faz todo bom e compreensivo pai: protege e perdoa, mas também cobra e exige!

Bem por isso, o filho desamparado no oceano de sentimentos se sente acolhido, mas ao mesmo tempo está sempre em perigo. E esse é o Mal-estar na Civilização. 


Fonte: Freud, S. (2010). O Mal-estar na Civilização In S. Freud, Obras completas (P. C. de Souza, Trad., Vol. 18, pp. 9-18). São Paulo: Companhia das Letras. (Trabalho original publicado em 1930)

QUANDO SABER QUE É O INCONSCIENTE QUE DECIDE POR VOCÊ ?

Como reconhecer quando é o inconsciente que está decidindo por você O inconsciente é a parte da mente que guarda memórias, emoções, instinto...