sábado, 25 de outubro de 2025

Charles Bukowski

FRASES


 Charles Bukowski deixou várias frases marcantes, incluindo "Se você for tentar, tente de verdade. Caso contrário, nem comece", que resume a sua filosofia de vida. As suas frases, que abordam temas como a solidão, o amor, a escrita e a crítica social, refletem a sua perspetiva crua e direta, como em "A desolação é o presente" e "Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você".


Frases famosas de Charles Bukowski:
"Se você for tentar, tente de verdade. Caso contrário, nem comece. Isso pode significar perder tudo. E talvez até sua cabeça. Isso pode significar não comer nada por três ou quatro dias. Isso pode significar congelar num banco de praça. Isso pode significar escárnio, isolamento. Isolamento é uma dádiva. Todo o resto é teste da sua resistência. De quanto você realmente quer fazer isso."

"A desolação é o presente".

"Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você".

"Eu era um homem que prosperava com a solidão; sem isso eu era como outro homem sem comida ou água".

"O gênio talento seja a capacidade de dizer coisas profundas de maneira simples".

"Estilo significa guerrear sem escudo".

"A alma de um homem ou a falta dela ficará evidente com o que ele conseguir cinzelar numa folha em branco".

"O amor é uma névoa que queima com a primeira luz de realidade".

"Não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto".

"A dor cria um escritor".


Quem foi Melanie Klein?

 Em 30 de março de 1882, há exatos 133 anos, nasceu a psicanalista Melanie Klein, na cidade de Viena. Seu caminho como psicanalista começou sob a orientação de Sandor Ferenczi, que a encorajou a desenvolver o trabalho analítico com crianças. Pioneira nessa área, Klein criou métodos e formulou importantes e inéditas teorias sobre o atendimento de crianças. Em 1926, tornou-se membro da “Sociedade Britânica de Psicanálise”. Até hoje, seu trabalho tem enorme prestígio e suas contribuições à Psicanálise Infantil, como criadora dessa modalidade clínica, são inegáveis. O artigo abaixo, dos psicanalistas Elias da Rocha Barros e Elizabeth da Rocha Barros, traz um completo panorama da trajetória de Melanie Klein e dos principais conceitos criados por ela. Vale a leitura!

Quem foi Melanie Klein?

Por Elias M da Rocha Barros & Elizabeth L. da Rocha Barros*

Melanie Klein, em três décadas de produção escrita, criou a principal corrente variante da psicanálise em relação à freudiana e introduziu pontos de vista originais que alguns consideram como complementares, outros como controversos.

Melanie Klein considerava-se uma freudiana parecendo não ter consciência dos profundos avanços que estava introduzindo na psicanálise e se surpreendeu quando uma de suas discípulas (Betty Joseph) lhe disse: “Agora já é tarde, você é uma kleiniana”, acentuando então que ela estava criando um novo sistema de pensamento.

Klein se distinguiu por muitas coisas. Ela é considerada a criadora da psicanálise de crianças por meio da técnica do brincar. Esta consistia em considerar o brincar da criança durante a sessão como equivalente à associação livre do adulto, ou seja como discurso alocutório, cujo significado emocional era equivalente ao sonho do adulto.

Ao analisar seus pequenos pacientes desenvolveu um entendimento muito profundo do funcionamento emocional do self infantil. Sua apreensão do mundo interno infantil e das formas por meio das quais as emoções lá adquirem significado contribuiu para o entendimento da personalidade adulta com seus núcleos infantis incrustados que persistem por toda a vida.

Em seu artigo “Nosso mundo adulto e suas raízes na infância” (1949), ela sintetiza algumas de suas descobertas. Nesse trabalho, acentuou que o entendimento profundo da personalidade da criança é a base para a compreensão da vida social. Escreve “(…) a técnica de brincar que desenvolvi na psicanálise de crianças muito pequenas e outros avanços resultantes do meu trabalho permitiram-me tirar novas conclusões sobre estágios muito iniciais da infância e camadas mais profundas do inconsciente e mais adiante (….) em uma psicanálise o paciente revive em relação ao psicanalista situações e emoções muito arcaicas. Portanto a relação com o psicanalista de vez em quando encerra, mesmo em adultos, aspectos muito infantis, tais como dependência excessiva e necessidade de ser guiado, acompanhado de uma desconfiança bastante irracional.” (p. 281)

Klein considera que o funcionamento arcaico das emoções infantis, muitas vezes datando de um período pré-verbal, persiste ao longo de nossas vidas e interfere no funcionamento adulto. A análise e o entendimento deste funcionamento favorecem o desenvolvimento e a criatividade. Para que este modo emocional de operar seja perceptível, é necessário que o analista desenvolva uma sensibilidade muito acurada e sutil de suas formas de manifestação na personalidade adulta.

O estudo do funcionamento mental do bebê abriu as portas para a investigação das atividades mentais primitivas características dos estados psicóticos e, em alguns casos, tratá-los. Suas observações permitiram um desenvolvimento muito grande das possibilidades de se falar sobre estes aspectos mais infantis e sobre núcleos mais primitivos da personalidade.

Um analista kleiniano procura dirigir-se diretamente ao funcionamento emocional de seu paciente, buscando mostrar não apenas como ele é como pessoa, mas como está sendo isto é, como ele estrutura suas emoções a partir de núcleos internos atribuidores de significado às vivências e às relações enquanto estas estão ocorrendo.

Klein amplia a noção de inconsciente ao propor que este é habitado sobretudo por fantasias inconscientes consideradas por ela representantes mentais das pulsões instintivas. Pascal dizia que os instintos são as razões do coração sobre as quais a razão nada sabe. Klein procura decifrar essas razões do coração através da compreensão do sentido e significado das fantasias inconscientes. Essa tem existência no inconsciente sob a forma de uma representação figurativa, tal como um fragmento de cena, que evoca estados e significados afetivos que por sua vez organizam as emoções enquanto as vivemos.

Na perspectiva kleiniana, todo impulso instintivo é dirigido a um objeto, palavra técnica que designa uma representação mental de uma pulsão ou instinto. Ao falarmos de objeto, imago, representação interna estamos no domínio da fantasia inconsciente. Klein escreve: “Essas imagos, que são uma imagem distorcida de forma fantástica dos objetos reais em que estão baseadas, se instalam não só no mundo externo, mas também dentro do ego, através do processo de incorporação.” Elisa M.de Ulhoa Cintra e Luiz Cláudio Figueiredo (2004) enfatizam que Melanie Klein tinha uma extraordinária capacidade para tornar visíveis processos mentais intangíveis. Eles citam Klein e comentam: “Sentir os pais como se fossem pessoas vivas dentro de seu corpo da mesma maneira concreta que profundas fantasias inconscientes são vividas. Isto é, dizem nossos autores, se esses pais “internos” se amam, se vivem em harmonia, desse mundo interior brota, de forma viva, um princípio de ordenação que ajuda a transformar o caos interior em cosmos. Por outro lado, se estão em guerra, em litígio, o caos se adensa e se aprofunda” (p. 95)

As fantasias do bebê existem muito incialmente sob a forma de sensações, que aos poucos adquirem uma figurabilidade interna. Um objeto interno, um dos conceitos centrais (e misteriosos) de seu sistema, é uma espécie de cidadão do mundo interno, uma representação figurativa capaz de evocar afetos, como se tivesse uma vida própria.

A mãe, ou sua representação parcial como seio alimentador, se constitui nesse sentido no primeiro objeto interno do bebê, podendo adquirir qualidades boas ou más conforme a função exercida. Tomemos como exemplo o caso de um bebê com fome. Este sente fome como parte de seu funcionamento fisiológico. Esta fome também é vivenciada no mundo psicológico dentro de uma subjetividade que está se constituindo sob a forma de uma representação figurativa, uma presença concreta de um objeto que frustra. Assim a fome é vivida como fruto de uma ação concreta de algo realmente existente dentro dele e vivida como uma figura persecutória. Esta adquire as qualidades de bom ou mau de acordo com os sentimentos que evoca. Bom quando alimentado e mau quando não satisfeito.

Progressivamente, estes objetos internos representantes do mundo externo, associados a moções pulsionais (agressivos, amorosos) se organizam em núcleos e vão constituir uma espécie de teatro interno onde os significados para as experiências vividas são gerados e passam a dar sentido às ações, crenças e percepções assim como a uma tonalidade afetiva que colore suas relações com o mundo externo e interno. Esses “climas” emocionais são expressos e evocados através das fantasias inconscientes.

Ao nascer, quando o bebê entra em contato com suas primeiras necessidades orgânicas, é dominado por um medo de desintegração, por algo que Klein denomina ansiedade de morte. Ela postula que esta é originária de uma estrutura instintiva, que Freud chamou de instinto de morte e que se contrapõem permanentemente ao seu oposto, o instinto de vida. Do ponto de vista do funcionamento mental, podemos descrever o embate permanente entre o instinto de vida e o de morte da seguinte maneira: diante da pressão exercida ao nível mental pelas necessidades físicas ligadas à sobrevivência, o bebê é colocado diante de duas possibilidades: ou se organiza para satisfazê-las ou para negá-las. Klein, pretendendo seguir Freud, considera que ao se organizar para satisfazer suas necessidades o bebê está sob a influência do instinto de vida e ao negá-las sob a influência do instinto de morte.

Em Klein, a pulsão de morte vivida como um impulso voltado contra si que ameaça a sua continuidade existencial se transforma na base do sentimento de destrutividade. De forma a dar conta dessa ameaça vivida como ansiedade de morte, a criança projeta para o exterior as qualidades destrutivas deste estado de espírito e assim, e, por momentos, a pessoa que dela cuida (a mãe, geralmente) é colorida por esta tonalidade ameaçadora que agride a criança. Torna-se, na linguagem psicanalítica kleiniana, um objeto mau e assim é internalizada. Quando esta mãe a satisfaz, atendendo-a, contendo sua ansiedade, ela é internalizada como objeto bom, capaz de compreendê-la, cuidar dela e se torna fonte de segurança. O recém nascido vive um mundo de extremos povoado por objetos bons e objetos maus num embate permanente.

Ao postular este tipo de funcionamento mental Melanie Klein cria uma psicanálise voltada para a descrição e compreensão dos estados afetivos e a natureza das relações estabelecidas com o mundo interno e externo.

Sem negar a importância do passado histórico isto é, das repressões inconscientes acumuladas durante o desenvolvimento, como fatores produtores tanto do desenvolvimento normal quanto patológico, da forma como Freud o faz, Melanie Klein, introduz uma particular concepção do desenvolvimento humano. Não são só as experiências vividas constituídas no passado histórico que geram o desenvolvimento e as patologias. Klein parte do conceito de instinto de morte ampliando-o e relacionando-o com o medo de não sobreviver, transformando-o assim em nossa principal fonte de ansiedade. Ao fazê-lo, ela redefine nossa relação com o passado histórico e com sua função na constituição de nossa identidade. Não é apenas o passado histórico e as repressões acumuladas durante a vida que se tornam parte e perturbam nossa subjetividade. Antes mesmo da formação do ego e do super-ego do bebê pequeno, já existiria uma força negativa (pulsão de morte) atuando, gerando defesas contra ansiedades iniciais, que vão, aos poucos, se corporificando em estruturas. Aquele nada que precederia ao bebê não é uma vazio! Ele vem preenchido de forças pulsionais que ameaçam a integridade do bebê, sua unidade, gerando uma ansiedade de aniquilamento, e um intercâmbio intenso entre o mundo interno e o externo, atuados através de um movimento permanente de projeção e introjeção de estados de espírito. De certa forma a ansiedade de morte torna-se o motor do desenvolvimento.

Ao nascer o bebê ainda não tem um ego ou self constituído, mas precursores deste, capaz de sentir ansiedade e dela se defender por meio de projeções e introjeções. Esses precursores (nunca integralmente definidos por ela) do ego do bebê, podem dividir-se ou ex-cindir-se (split), e serem projetados para fora. Assim, não são apenas os estados de espírito perturbadores que são projetados para fora, mas partes da própria personalidade. Aqui temos mais uma das grande novidades da psicanálise kleiniana. Isto significa que podemos perder funções mentais, viver parte de nossas vidas projetados (em fantasia) no mundo interno de outra pessoa. Ou podemos ter parte de nossas vidas vividas em identificação com aspectos da vida de outrem. Klein denomina este mecanismo de identificação projetiva.

A importância deste conceito pode ser avaliada ao dizermos que boa parte da psicanálise de 1950 para cá tem se dedicado a estudar a fenomenologia da identificação projetiva.

Em Freud, o que era projetado perdia-se, pois este concebia a projeção como um processo similar à evacuação. Já em Klein aquilo que é projetado para fora, isto é para dentro de um objeto, não só não é perdido, como também confere uma nova identidade a este objeto. Um indivíduo agressivo por exemplo, que projeta sua raiva para fora, não se limita a negá-la e atribuí-la ao outro. Este ao projetar torna-se temeroso do receptor para dentro do qual seus maus sentimentos foram projetados e, ao mesmo tempo, destituído de potência.

Este conceito modifica tanto a técnica psicanalítica quando nossa concepção das relações humanas e do desenvolvimento e é responsável pela preocupação com áreas até então não tratadas em psicanálise como seu foco central. A natureza dos afetos envolvidos nas relações humanas em geral, assim como presentes na relação analítica, tornam-se objeto de observação e investigação. O amadurecimento emocional depende do estabelecimento de relações emocionais genuínas e íntimas entre as pessoas. Estas preocupações originam-se na definição de identificação projetiva que introduz a ideia de que os indivíduos podem viver simultaneamente em diversos mundos (em fantasia), tais como o externo, o interno, no mundo interno do objeto interno ou no mundo interno do objeto externo. Isto ocorre em fantasia, mas como as projeções são concretamente vividas como reais, estas vivências adquirem fórum de realidade, pois o indivíduo perde a capacidade de discriminar entre a realidade interna e externa.

Para Donald Meltzer, um dos continuadores de Klein, recentemente falecido, esta hipótese representa um grande avanço sobre Freud, por proporcionar, através da interação dos processos projetivos e introjetivos, uma concepção de um teatro interno onde os significados das experiências emocionais são gerados, e que por sua vez, fornecem o cenário dentro do qual se desenvolvem as relações emocionais. Este mundo é constituído por um fluxo continuo de fantasias inconscientes e é construído pelos mecanismos projetivos e introjetivos intrínsecos ao modo de operar da mente humana.

E para completarmos este sumário diremos para finalizar que um dos conceitos centrais da teoria de Melanie Klein é o de mundo interno como temos visto. Este mundo interno, é preciso dizer, não é apenas o reflexo subjetivo do mundo externo, sua representação em duplo. Jean Laplanche, um dos grandes mestres da psicanálise contemporânea, comenta: “Estas imagos (internas) não são a lembrança de experiências reais mais antigas; são o depósito introjetado destas experiências, mas modificado pelo próprio processo de introjeção.” Assim, a representação interna que o bebê faz do mundo é resultado do próprio processo através do qual ela se internalizou, sendo este, por sua vez, governado pela natureza da ansiedade que o gerou. Aquilo que é introjetado será, por sua vez, novamente projetado e colorirá a natureza do receptor de sua projeção, podendo ser introjetado novamente agora modificado e assim sucessivamente.

*Elias M. da Rocha Barros e Elizabeth L. da Rocha Barros são psicanalistas e membros da SBPSP.

Quem foi Melanie Klein? | SBPSP

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

É na insatisfação é na falta que o desejo opera!


 

Síndrome de Burnout

 


Síndrome de Burnout


Reconhecida pela OMS como um fenômeno ocupacional desde 2019, o Burnout é resultado de um estresse crônico relacionado ao trabalho que não foi gerenciado de forma eficaz.
🔎 Causas comuns:
Sobrecarga de trabalho
Falta de reconhecimento
Excesso de responsabilidades
Pressão constante por resultados

⚠️ Sintomas frequentes:
Cansaço físico e mental intenso
Dificuldade de concentração
Irritabilidade e isolamento
Alterações no sono
Sentimento de ineficácia no trabalho

💡 Psicoeducação e Tratamento:
✔️ Buscar acompanhamento psicológico
✔️ Estabelecer limites e pausas no trabalho
✔️ Praticar atividades de autocuidado (ex.: exercícios, lazer, relaxamento)
✔️ Em alguns casos, pode ser necessária avaliação médica para suporte medicamentoso

📊 Estudos indicam que 30% dos trabalhadores brasileiros já apresentaram sintomas de Burnout (Fundacentro, 2022).

➡️ Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo. Se identificar sinais, procure ajuda profissional.

5 pensamentos de uma pessoa ansiosa

 Medo de ter feito algo errado, preocupação excessiva com o futuro, receio de sempre esquecer algo importante. Conheça um pouco mais do que passa pela cabeça de uma pessoa ansiosa.

Ficar nervoso, suar e roer as unhas. É natural passar por momentos de ansiedade diante de situações novas e, principalmente, desafiadoras. Exemplos pontuais são uma entrevista de emprego, o primeiro dia no trabalho novo ou um encontro romântico. Porém, passados os primeiros minutos, é natural que tudo volte à normalidade.

Em alguns casos, no entanto, a ansiedade faz com que pensamentos considerados sem importância se transformem em uma preocupação constante, a qual passa a fazer parte do cotidiano da pessoa. O que passa exatamente pela cabeça de uma pessoa ansiosa? O que fazer quando a situação foge do controle?

Não há fórmulas, é verdade. Mas conhecer melhor as dinâmicas das pessoas ansiosas colabora para a compreensão do problema, ajuda a ter empatia e abre novos caminhos para apoiar quem está passando por uma crise. Pensando nisso, separamos 5 exemplos de coisas que rondam a cabeça de um ansioso. Veja também algumas dicas de como lidar com a situação.

1) Medo de dizer algo que não deve

É comum que a pessoa ansiosa conviva com o receio dizer algo indevido a alguém, o que limita as suas ações. O mesmo ocorre diante de uma entrevista de emprego, quando quem convive com a ansiedade tende ase deparar um nervosismo acima do normal.

Isso faz com que a pessoa não consiga se expressar como gostaria e se sinta frustrada.

2) Medo de algo ruim acontecer

Uma pessoa ansiosa geralmente convive com um sentimento de medo acima do normal. Isso se aplica ao medo de perder o emprego, o companheiro, medo de as coisas não saírem bem diante de um novo desafio, etc.

São pensamentos assim que justificam um possível negativismo, dão lugar a um nervosismo constante, prejudicando a estabilidade da pessoa até em pequenas tarefas do dia a dia.

3) Preocupação excessiva com o futuro

Grande parte das pessoas se preocupa com o futuro, faz planos sobre metas a atingir em um período determinado. Porém, a pessoa ansiosa tende a se preocupar com cada minuto, com cada acontecimento que desvie um pouco do planejado.

Essa necessidade de ter controle de todos os detalhes obviamente nunca se concretiza, o que serve para alimentar o ciclo de frustração e nervosismo.



Ficar nervoso, suar e roer as unhas. É natural passar por momentos de ansiedade diante de situações novas e, principalmente, desafiadoras. Exemplos pontuais são uma entrevista de emprego, o primeiro dia no trabalho novo ou um encontro romântico. Porém, passados os primeiros minutos, é natural que tudo volte à normalidade.

Em alguns casos, no entanto, a ansiedade faz com que pensamentos considerados sem importância se transformem em uma preocupação constante, a qual passa a fazer parte do cotidiano da pessoa. O que passa exatamente pela cabeça de uma pessoa ansiosa? O que fazer quando a situação foge do controle?

Não há fórmulas, é verdade. Mas conhecer melhor as dinâmicas das pessoas ansiosas colabora para a compreensão do problema, ajuda a ter empatia e abre novos caminhos para apoiar quem está passando por uma crise. Pensando nisso, separamos 5 exemplos de coisas que rondam a cabeça de um ansioso. Veja também algumas dicas de como lidar com a situação.

1) Medo de dizer algo que não deve

É comum que a pessoa ansiosa conviva com o receio dizer algo indevido a alguém, o que limita as suas ações. O mesmo ocorre diante de uma entrevista de emprego, quando quem convive com a ansiedade tende ase deparar um nervosismo acima do normal.

Isso faz com que a pessoa não consiga se expressar como gostaria e se sinta frustrada.

2) Medo de algo ruim acontecer

Uma pessoa ansiosa geralmente convive com um sentimento de medo acima do normal. Isso se aplica ao medo de perder o emprego, o companheiro, medo de as coisas não saírem bem diante de um novo desafio, etc.

São pensamentos assim que justificam um possível negativismo, dão lugar a um nervosismo constante, prejudicando a estabilidade da pessoa até em pequenas tarefas do dia a dia.

3) Preocupação excessiva com o futuro

Grande parte das pessoas se preocupa com o futuro, faz planos sobre metas a atingir em um período determinado. Porém, a pessoa ansiosa tende a se preocupar com cada minuto, com cada acontecimento que desvie um pouco do planejado.

Essa necessidade de ter controle de todos os detalhes obviamente nunca se concretiza, o que serve para alimentar o ciclo de frustração e nervosismo.



4) Aversão a lugares com muita gente

Uma reação muito normal entre as pessoas que sofrem de ansiedade é a incomodidade imediata ao se imaginar em lugares lotados de gente. Em parte, pelo medo de que algo errado aconteça, mas também pelo medo de os outros reparem no modo como ela se veste ou se porta.

Para o ansioso, lidar com julgamentos pode supor uma experiência bastante negativa.

5) Medo de esquecer de algo importante

Você conhece alguém que necessita voltar três vezes para se assegurar de que fechou a porta? Ou que está sempre pensando que esqueceu algo importante, como a chama do fogão acessa? Pessoas ansiosas normalmente convivem com o medo constante de haver esquecido algo importante, o queas deixa em estado de preocupação constante.

Esses comportamentos, que à primeira vista não têm importância, vão se somando ao longo do dia e das semanas, sendo combustível para o nervosismo e a própria ansiedade.

É preciso aprender a lidar com os pensamentos!

Como explicam profissionais especializados em ansiedade, o primeiro passo é se dar conta de que as situações destacadas ocorrem no cotidiano e de forma recorrente. Em seguida, afirmam ser preciso aprender a lidar com a situação e agir da maneira mais racional possível, separando o que é real, do que é provável.

Nesse sentido, a psicoterapia tem um papel importante, já que ajuda o indivíduo a compreender seus próprios comportamentos. Sem isso, o esforço para controlá-los será pouco eficiente.

Ansiedade: pode estar associada a outros problemas

Cabe destacar que, em alguns casos, a ansiedade tende a estar associada a outros transtornos, como a fobia, a síndrome do pânico e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Quando não tratada, a ansiedade pode, inclusive, levar à depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior número de casos de ansiedade, atingindo cerca de 9,3% da população (19 milhões de pessoas).

Fotos: por MundosPsicologos.com



segunda-feira, 11 de agosto de 2025

REAL, IMAGINÁRIO E SIMBÓLICO



Em psicanálise lacaniana, o Real, Simbólico e Imaginário (RSI) são três registros que estruturam a experiência humana e a constituição do sujeito. O Real refere-se ao que é impossível de ser simbolizado, o que escapa à linguagem e à representação. O Simbólico, por sua vez, é o reino da linguagem, das leis, da cultura e das relações sociais, onde o sujeito se inscreve através de significantes. Já o Imaginário é o campo das imagens, das identificações e das relações especulares, onde o sujeito se forma através de suas primeiras experiências com o outro. 

Real:

É o que escapa à simbolização, o não-todo, o impossível. 

Não é a realidade no sentido comum, mas sim o que a excede e a contesta. 

Exemplo: o trauma, o gozo, o que causa angústia e estranhamento. 

Não pode ser completamente apreendido pela linguagem ou pela experiência. 

Simbólico:

É o mundo da linguagem, das leis, da cultura e das relações sociais. 

É através do simbólico que o sujeito se constitui e se relaciona com o mundo. 

Exemplo: a língua, as regras sociais, o complexo de Édipo. 

Lacan usa a metáfora paterna para explicar como o simbólico organiza a experiência. 

Imaginário:

É o reino das imagens, das identificações e das relações especulares. 

É onde o sujeito se vê e se reconhece no outro, construindo sua identidade. 

Exemplo: a imagem do corpo, a identificação com o outro, o narcisismo. 

Não é a mesma coisa que imaginação no sentido comum. 

Relação entre os registros:

Os três registros estão interligados e se influenciam mutuamente, embora sejam distintos. 

A articulação entre eles é fundamental para a compreensão da subjetividade e da experiência. 

Lacan usa a metáfora do nó borromeano para ilustrar essa articulação, onde cada registro (real, simbólico, imaginário) é como um barbante que se entrelaça com os outros, mantendo a estrutura e a estabilidade do conjunto. 

Importância na clínica:

A compreensão dos registros RSI é fundamental para a prática clínica em psicanálise.

O analista deve estar atento à forma como o paciente articula esses registros em sua experiência.

O objetivo da análise é ajudar o paciente a lidar com o Real, a se situar no Simbólico e a construir novas identificações no Imaginário. 


sábado, 9 de agosto de 2025

SINTHOMA



Em Lacan, o "sinthoma" (com "h") refere-se a uma reinterpretação do conceito de sintoma, onde ele se torna uma espécie de "nó" que une os registros do Real, Simbólico e Imaginário (RSI) de forma singular para cada sujeito. É um conceito que ganha destaque no último seminário de Lacan, o Seminário 23, e que busca uma nova forma de lidar com o gozo e a experiência psicanalítica. 

Em detalhes:

Sintoma vs. Sinthoma:

Enquanto o sintoma, na tradição freudiana, é visto como um significado recalcado, o sinthoma, na concepção lacaniana, é uma forma de articulação entre os registros RSI, que pode ser tanto fonte de sofrimento quanto de invenção e singularidade para o sujeito. 

Nó Borromeu e o Sinthoma:

O conceito de nó borromeu, utilizado por Lacan para representar a relação entre os três registros RSI, é central para entender o sinthoma. O sinthoma, em certos casos, pode funcionar como um quarto termo que mantém os três registros unidos, evitando a psicose. 

O Sinthoma e a Escritura:

Lacan utiliza o exemplo de James Joyce, escritor que se utiliza da escritura para criar um "ego" e lidar com suas angústias, como uma ilustração do que seria o sinthoma. A escrita, nesse contexto, atua como uma suplência para a falta de ligação entre os registros. 

O Sinthoma como Solução Singular:

O sinthoma não é uma norma ou padrão, mas sim uma solução singular que cada sujeito encontra para lidar com o real, o simbólico e o imaginário. Ele pode ser fonte de sofrimento, mas também de invenção e singularidade. 

O Sinthoma e a Clínica:

A clínica do sinthoma na psicanálise lacaniana busca auxiliar o sujeito a encontrar sua própria solução singular, em vez de buscar uma adaptação ou redução do sofrimento. 

Em resumo, o sinthoma, na perspectiva lacaniana, é uma forma de articular os registros RSI que pode ser tanto fonte de sofrimento quanto de invenção, e que se manifesta de maneira única em cada sujeito. 

Visão geral criada por IA

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Nova NR-01 obriga empresas a incluírem riscos psicossociais no PGR: FINDECT vai fiscalizar aplicação nos Correios

 A partir de 26 de maio de 2025, começa a valer oficialmente a nova redação da norma. Empresas têm até maio de 2026 para se adequar. Federação e sindicatos irão cobrar a aplicação da regra nos ambientes de trabalho dos Correios.



A nova redação da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), que trata das disposições gerais e do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) nas empresas, passa a valer oficialmente a partir do dia 26 de maio de 2025. Publicada por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, a atualização promove mudanças relevantes na política de saúde e segurança do trabalho em todo o país.

Uma das principais alterações é a obrigatoriedade de incluir no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT). Isso significa que, além de identificar e controlar riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, as empresas passam a ser obrigadas a mapear, avaliar e tratar também situações que afetam a saúde mental dos trabalhadores, como assédio moral, pressão excessiva, jornadas abusivas, metas inalcançáveis e ambientes conflituosos.

A norma estabelece um prazo de até maio de 2026 para que todas as empresas estejam em conformidade com as novas exigências. Até lá, devem implementar integralmente o GRO, atualizar o PGR com os novos critérios e adotar as medidas preventivas exigidas pela legislação.

O que muda para os trabalhadores dos Correios

Nos Correios, essa nova obrigação legal tem impacto direto nas unidades operacionais. Com a entrada em vigor da nova NR-01, a empresa precisará revisar seus processos de segurança e saúde do trabalho, incluindo os riscos psicossociais nos seus programas e documentos, com acompanhamento contínuo e participação dos trabalhadores.

O texto da norma deixa claro que o trabalhador deve ser ouvido e envolvido em todas as etapas: desde o levantamento de riscos até a construção de planos de ação. O PGR precisa ser acessível aos trabalhadores, à CIPA (quando houver), aos sindicatos e à fiscalização do trabalho.

A partir de agora, os riscos que afetam o bem-estar psicológico dos trabalhadores deverão ser tratados com a mesma seriedade que os acidentes e exposições a agentes nocivos. O objetivo é garantir ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e acolhedores.

FINDECT cobra aplicação da norma nos Correios

A FINDECT e seus sindicatos filiados — SINTECT-SP, SINTECT-RJ, SINTECT-MA, SINDECTEB, SINTECT-SANTOS e SINTECT-TO — acompanharão de perto a implementação da nova NR-01 nos Correios. A Federação vai cobrar que a empresa atualize seus programas, respeite os prazos legais e, principalmente, aplique medidas concretas para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores.

Os sindicatos também irão fiscalizar os locais de trabalho, exigindo que as unidades cumpram as novas obrigações e garantam a participação efetiva dos ecetistas nos processos de prevenção.

A saúde mental dos trabalhadores dos Correios é uma prioridade. Por isso, a FINDECT reforça que os trabalhadores fiquem atentos às mudanças e denunciem qualquer tentativa de descumprimento da norma.

A nova NR-01 é mais uma ferramenta para fortalecer a luta por ambientes de trabalho dignos, humanos e livres de adoecimento. A Federação seguirá mobilizada e atuante para que essa conquista se transforme em realidade nos Correios.

Nova NR-01 obriga empresas a incluírem riscos psicossociais no PGR: FINDECT vai fiscalizar aplicação nos Correios | FINDECT

QUANDO SABER QUE É O INCONSCIENTE QUE DECIDE POR VOCÊ ?

Como reconhecer quando é o inconsciente que está decidindo por você O inconsciente é a parte da mente que guarda memórias, emoções, instinto...