quinta-feira, 18 de setembro de 2025

É na insatisfação é na falta que o desejo opera!


 

Síndrome de Burnout

 


Síndrome de Burnout


Reconhecida pela OMS como um fenômeno ocupacional desde 2019, o Burnout é resultado de um estresse crônico relacionado ao trabalho que não foi gerenciado de forma eficaz.
🔎 Causas comuns:
Sobrecarga de trabalho
Falta de reconhecimento
Excesso de responsabilidades
Pressão constante por resultados

⚠️ Sintomas frequentes:
Cansaço físico e mental intenso
Dificuldade de concentração
Irritabilidade e isolamento
Alterações no sono
Sentimento de ineficácia no trabalho

💡 Psicoeducação e Tratamento:
✔️ Buscar acompanhamento psicológico
✔️ Estabelecer limites e pausas no trabalho
✔️ Praticar atividades de autocuidado (ex.: exercícios, lazer, relaxamento)
✔️ Em alguns casos, pode ser necessária avaliação médica para suporte medicamentoso

📊 Estudos indicam que 30% dos trabalhadores brasileiros já apresentaram sintomas de Burnout (Fundacentro, 2022).

➡️ Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar do corpo. Se identificar sinais, procure ajuda profissional.

5 pensamentos de uma pessoa ansiosa

 Medo de ter feito algo errado, preocupação excessiva com o futuro, receio de sempre esquecer algo importante. Conheça um pouco mais do que passa pela cabeça de uma pessoa ansiosa.

Ficar nervoso, suar e roer as unhas. É natural passar por momentos de ansiedade diante de situações novas e, principalmente, desafiadoras. Exemplos pontuais são uma entrevista de emprego, o primeiro dia no trabalho novo ou um encontro romântico. Porém, passados os primeiros minutos, é natural que tudo volte à normalidade.

Em alguns casos, no entanto, a ansiedade faz com que pensamentos considerados sem importância se transformem em uma preocupação constante, a qual passa a fazer parte do cotidiano da pessoa. O que passa exatamente pela cabeça de uma pessoa ansiosa? O que fazer quando a situação foge do controle?

Não há fórmulas, é verdade. Mas conhecer melhor as dinâmicas das pessoas ansiosas colabora para a compreensão do problema, ajuda a ter empatia e abre novos caminhos para apoiar quem está passando por uma crise. Pensando nisso, separamos 5 exemplos de coisas que rondam a cabeça de um ansioso. Veja também algumas dicas de como lidar com a situação.

1) Medo de dizer algo que não deve

É comum que a pessoa ansiosa conviva com o receio dizer algo indevido a alguém, o que limita as suas ações. O mesmo ocorre diante de uma entrevista de emprego, quando quem convive com a ansiedade tende ase deparar um nervosismo acima do normal.

Isso faz com que a pessoa não consiga se expressar como gostaria e se sinta frustrada.

2) Medo de algo ruim acontecer

Uma pessoa ansiosa geralmente convive com um sentimento de medo acima do normal. Isso se aplica ao medo de perder o emprego, o companheiro, medo de as coisas não saírem bem diante de um novo desafio, etc.

São pensamentos assim que justificam um possível negativismo, dão lugar a um nervosismo constante, prejudicando a estabilidade da pessoa até em pequenas tarefas do dia a dia.

3) Preocupação excessiva com o futuro

Grande parte das pessoas se preocupa com o futuro, faz planos sobre metas a atingir em um período determinado. Porém, a pessoa ansiosa tende a se preocupar com cada minuto, com cada acontecimento que desvie um pouco do planejado.

Essa necessidade de ter controle de todos os detalhes obviamente nunca se concretiza, o que serve para alimentar o ciclo de frustração e nervosismo.



Ficar nervoso, suar e roer as unhas. É natural passar por momentos de ansiedade diante de situações novas e, principalmente, desafiadoras. Exemplos pontuais são uma entrevista de emprego, o primeiro dia no trabalho novo ou um encontro romântico. Porém, passados os primeiros minutos, é natural que tudo volte à normalidade.

Em alguns casos, no entanto, a ansiedade faz com que pensamentos considerados sem importância se transformem em uma preocupação constante, a qual passa a fazer parte do cotidiano da pessoa. O que passa exatamente pela cabeça de uma pessoa ansiosa? O que fazer quando a situação foge do controle?

Não há fórmulas, é verdade. Mas conhecer melhor as dinâmicas das pessoas ansiosas colabora para a compreensão do problema, ajuda a ter empatia e abre novos caminhos para apoiar quem está passando por uma crise. Pensando nisso, separamos 5 exemplos de coisas que rondam a cabeça de um ansioso. Veja também algumas dicas de como lidar com a situação.

1) Medo de dizer algo que não deve

É comum que a pessoa ansiosa conviva com o receio dizer algo indevido a alguém, o que limita as suas ações. O mesmo ocorre diante de uma entrevista de emprego, quando quem convive com a ansiedade tende ase deparar um nervosismo acima do normal.

Isso faz com que a pessoa não consiga se expressar como gostaria e se sinta frustrada.

2) Medo de algo ruim acontecer

Uma pessoa ansiosa geralmente convive com um sentimento de medo acima do normal. Isso se aplica ao medo de perder o emprego, o companheiro, medo de as coisas não saírem bem diante de um novo desafio, etc.

São pensamentos assim que justificam um possível negativismo, dão lugar a um nervosismo constante, prejudicando a estabilidade da pessoa até em pequenas tarefas do dia a dia.

3) Preocupação excessiva com o futuro

Grande parte das pessoas se preocupa com o futuro, faz planos sobre metas a atingir em um período determinado. Porém, a pessoa ansiosa tende a se preocupar com cada minuto, com cada acontecimento que desvie um pouco do planejado.

Essa necessidade de ter controle de todos os detalhes obviamente nunca se concretiza, o que serve para alimentar o ciclo de frustração e nervosismo.



4) Aversão a lugares com muita gente

Uma reação muito normal entre as pessoas que sofrem de ansiedade é a incomodidade imediata ao se imaginar em lugares lotados de gente. Em parte, pelo medo de que algo errado aconteça, mas também pelo medo de os outros reparem no modo como ela se veste ou se porta.

Para o ansioso, lidar com julgamentos pode supor uma experiência bastante negativa.

5) Medo de esquecer de algo importante

Você conhece alguém que necessita voltar três vezes para se assegurar de que fechou a porta? Ou que está sempre pensando que esqueceu algo importante, como a chama do fogão acessa? Pessoas ansiosas normalmente convivem com o medo constante de haver esquecido algo importante, o queas deixa em estado de preocupação constante.

Esses comportamentos, que à primeira vista não têm importância, vão se somando ao longo do dia e das semanas, sendo combustível para o nervosismo e a própria ansiedade.

É preciso aprender a lidar com os pensamentos!

Como explicam profissionais especializados em ansiedade, o primeiro passo é se dar conta de que as situações destacadas ocorrem no cotidiano e de forma recorrente. Em seguida, afirmam ser preciso aprender a lidar com a situação e agir da maneira mais racional possível, separando o que é real, do que é provável.

Nesse sentido, a psicoterapia tem um papel importante, já que ajuda o indivíduo a compreender seus próprios comportamentos. Sem isso, o esforço para controlá-los será pouco eficiente.

Ansiedade: pode estar associada a outros problemas

Cabe destacar que, em alguns casos, a ansiedade tende a estar associada a outros transtornos, como a fobia, a síndrome do pânico e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Quando não tratada, a ansiedade pode, inclusive, levar à depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior número de casos de ansiedade, atingindo cerca de 9,3% da população (19 milhões de pessoas).

Fotos: por MundosPsicologos.com



segunda-feira, 11 de agosto de 2025

REAL, IMAGINÁRIO E SIMBÓLICO



Em psicanálise lacaniana, o Real, Simbólico e Imaginário (RSI) são três registros que estruturam a experiência humana e a constituição do sujeito. O Real refere-se ao que é impossível de ser simbolizado, o que escapa à linguagem e à representação. O Simbólico, por sua vez, é o reino da linguagem, das leis, da cultura e das relações sociais, onde o sujeito se inscreve através de significantes. Já o Imaginário é o campo das imagens, das identificações e das relações especulares, onde o sujeito se forma através de suas primeiras experiências com o outro. 

Real:

É o que escapa à simbolização, o não-todo, o impossível. 

Não é a realidade no sentido comum, mas sim o que a excede e a contesta. 

Exemplo: o trauma, o gozo, o que causa angústia e estranhamento. 

Não pode ser completamente apreendido pela linguagem ou pela experiência. 

Simbólico:

É o mundo da linguagem, das leis, da cultura e das relações sociais. 

É através do simbólico que o sujeito se constitui e se relaciona com o mundo. 

Exemplo: a língua, as regras sociais, o complexo de Édipo. 

Lacan usa a metáfora paterna para explicar como o simbólico organiza a experiência. 

Imaginário:

É o reino das imagens, das identificações e das relações especulares. 

É onde o sujeito se vê e se reconhece no outro, construindo sua identidade. 

Exemplo: a imagem do corpo, a identificação com o outro, o narcisismo. 

Não é a mesma coisa que imaginação no sentido comum. 

Relação entre os registros:

Os três registros estão interligados e se influenciam mutuamente, embora sejam distintos. 

A articulação entre eles é fundamental para a compreensão da subjetividade e da experiência. 

Lacan usa a metáfora do nó borromeano para ilustrar essa articulação, onde cada registro (real, simbólico, imaginário) é como um barbante que se entrelaça com os outros, mantendo a estrutura e a estabilidade do conjunto. 

Importância na clínica:

A compreensão dos registros RSI é fundamental para a prática clínica em psicanálise.

O analista deve estar atento à forma como o paciente articula esses registros em sua experiência.

O objetivo da análise é ajudar o paciente a lidar com o Real, a se situar no Simbólico e a construir novas identificações no Imaginário. 


sábado, 9 de agosto de 2025

SINTHOMA



Em Lacan, o "sinthoma" (com "h") refere-se a uma reinterpretação do conceito de sintoma, onde ele se torna uma espécie de "nó" que une os registros do Real, Simbólico e Imaginário (RSI) de forma singular para cada sujeito. É um conceito que ganha destaque no último seminário de Lacan, o Seminário 23, e que busca uma nova forma de lidar com o gozo e a experiência psicanalítica. 

Em detalhes:

Sintoma vs. Sinthoma:

Enquanto o sintoma, na tradição freudiana, é visto como um significado recalcado, o sinthoma, na concepção lacaniana, é uma forma de articulação entre os registros RSI, que pode ser tanto fonte de sofrimento quanto de invenção e singularidade para o sujeito. 

Nó Borromeu e o Sinthoma:

O conceito de nó borromeu, utilizado por Lacan para representar a relação entre os três registros RSI, é central para entender o sinthoma. O sinthoma, em certos casos, pode funcionar como um quarto termo que mantém os três registros unidos, evitando a psicose. 

O Sinthoma e a Escritura:

Lacan utiliza o exemplo de James Joyce, escritor que se utiliza da escritura para criar um "ego" e lidar com suas angústias, como uma ilustração do que seria o sinthoma. A escrita, nesse contexto, atua como uma suplência para a falta de ligação entre os registros. 

O Sinthoma como Solução Singular:

O sinthoma não é uma norma ou padrão, mas sim uma solução singular que cada sujeito encontra para lidar com o real, o simbólico e o imaginário. Ele pode ser fonte de sofrimento, mas também de invenção e singularidade. 

O Sinthoma e a Clínica:

A clínica do sinthoma na psicanálise lacaniana busca auxiliar o sujeito a encontrar sua própria solução singular, em vez de buscar uma adaptação ou redução do sofrimento. 

Em resumo, o sinthoma, na perspectiva lacaniana, é uma forma de articular os registros RSI que pode ser tanto fonte de sofrimento quanto de invenção, e que se manifesta de maneira única em cada sujeito. 

Visão geral criada por IA

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Nova NR-01 obriga empresas a incluírem riscos psicossociais no PGR: FINDECT vai fiscalizar aplicação nos Correios

 A partir de 26 de maio de 2025, começa a valer oficialmente a nova redação da norma. Empresas têm até maio de 2026 para se adequar. Federação e sindicatos irão cobrar a aplicação da regra nos ambientes de trabalho dos Correios.



A nova redação da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), que trata das disposições gerais e do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) nas empresas, passa a valer oficialmente a partir do dia 26 de maio de 2025. Publicada por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, a atualização promove mudanças relevantes na política de saúde e segurança do trabalho em todo o país.

Uma das principais alterações é a obrigatoriedade de incluir no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT). Isso significa que, além de identificar e controlar riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, as empresas passam a ser obrigadas a mapear, avaliar e tratar também situações que afetam a saúde mental dos trabalhadores, como assédio moral, pressão excessiva, jornadas abusivas, metas inalcançáveis e ambientes conflituosos.

A norma estabelece um prazo de até maio de 2026 para que todas as empresas estejam em conformidade com as novas exigências. Até lá, devem implementar integralmente o GRO, atualizar o PGR com os novos critérios e adotar as medidas preventivas exigidas pela legislação.

O que muda para os trabalhadores dos Correios

Nos Correios, essa nova obrigação legal tem impacto direto nas unidades operacionais. Com a entrada em vigor da nova NR-01, a empresa precisará revisar seus processos de segurança e saúde do trabalho, incluindo os riscos psicossociais nos seus programas e documentos, com acompanhamento contínuo e participação dos trabalhadores.

O texto da norma deixa claro que o trabalhador deve ser ouvido e envolvido em todas as etapas: desde o levantamento de riscos até a construção de planos de ação. O PGR precisa ser acessível aos trabalhadores, à CIPA (quando houver), aos sindicatos e à fiscalização do trabalho.

A partir de agora, os riscos que afetam o bem-estar psicológico dos trabalhadores deverão ser tratados com a mesma seriedade que os acidentes e exposições a agentes nocivos. O objetivo é garantir ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e acolhedores.

FINDECT cobra aplicação da norma nos Correios

A FINDECT e seus sindicatos filiados — SINTECT-SP, SINTECT-RJ, SINTECT-MA, SINDECTEB, SINTECT-SANTOS e SINTECT-TO — acompanharão de perto a implementação da nova NR-01 nos Correios. A Federação vai cobrar que a empresa atualize seus programas, respeite os prazos legais e, principalmente, aplique medidas concretas para proteger a saúde física e mental dos trabalhadores.

Os sindicatos também irão fiscalizar os locais de trabalho, exigindo que as unidades cumpram as novas obrigações e garantam a participação efetiva dos ecetistas nos processos de prevenção.

A saúde mental dos trabalhadores dos Correios é uma prioridade. Por isso, a FINDECT reforça que os trabalhadores fiquem atentos às mudanças e denunciem qualquer tentativa de descumprimento da norma.

A nova NR-01 é mais uma ferramenta para fortalecer a luta por ambientes de trabalho dignos, humanos e livres de adoecimento. A Federação seguirá mobilizada e atuante para que essa conquista se transforme em realidade nos Correios.

Nova NR-01 obriga empresas a incluírem riscos psicossociais no PGR: FINDECT vai fiscalizar aplicação nos Correios | FINDECT

terça-feira, 5 de agosto de 2025

*Nem toda paz é inocente... Nem toda violência é visível...*



*Nem toda paz é inocente...
Nem toda violência é visível...* 

Algumas são construídas em silêncios, ausências e palavras aparentemente inofensivas.
O perfil passivo-agressivo muitas vezes confundido com calma, paciência ou espiritualidade. Mas o que está por trás dessa aparência pode ser devastador. Essa pessoa não levanta a voz, mas invalida sua dor com ironia. Não confronta, mas te pune com ausência emocional...
A psicologia reconhece esse padrão como um comportamento evasivo, onde a raiva reprimida encontra saídas sutis e perigosas...
A psicanálise revela que essa dissimulação está enraizada em vivências de punição emocional: quem aprendeu que não podia expressar raiva, aprendeu a ferir escondido...
Mas quem convive com isso sofre. E, pior: começa a duvidar de si.
Se você já viveu isso já é hora de questionar: o que você chama de paz. É mesmo leveza?


 Fonte: @de.psicque

A SOLIDÃO LACANIANA


 

Há em mim um silêncio que nem o mundo consegue nomear.

Não é ausência de vozes, mas excesso de linguagem...

Falo... e escapa.

Escuto... e falta.

Entre mim e o outro, há sempre um abismo de significantes....

Fui lançado no espelho,

e ali me reconheci por engano.

O que vi?

Um reflexo moldado pelo desejo de ser visto.

Mas não era eu, era uma imagem —

um “eu” emprestado, fragmentado, sedento de sentido.

O desejo me move, mas nunca me preenche.

Porque o desejo é do Outro.

Desejo ser o que falta no olhar alheio,

e nisso, perco-me de mim.

Há um gozo que não sei nomear,

ele me atravessa quando o mundo se cala.

Não é prazer — é algo além.

Cruel, solitário, íntimo....

Um excesso de ser que não cabe em palavras.

Essa é minha solidão:

não estar só,

mas nunca ser inteiro.

Porque ser sujeito é ser fenda,

falta,

ruptura....

É carregar dentro de si

um ponto inalcançável

até mesmo pelo amor.

E ainda assim,

neste vazio,

me torno humano...


Lacan nos declara todo os dias...que a falta de nós mesmo em nós é imensa...

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Atenção Flutuante

Atenção Flutuante na Psicanálise: A Arte da Escuta Analítica 

 Na prática psicanalítica, a atenção flutuante é uma técnica fundamental que orienta a postura do analista durante as sessões terapêuticas. Desenvolvida por Sigmund Freud, essa abordagem consiste em ouvir o paciente de maneira aberta e receptiva, sem focar em elementos específicos ou permitir que preconceitos e expectativas influenciem a compreensão do discurso do analisando.
Conceito de Atenção Flutuante A atenção flutuante exige que o analista suspenda temporariamente seus julgamentos conscientes e defesas inconscientes, mantendo uma escuta uniforme e imparcial de tudo o que o analisando expressa. Essa postura permite que o inconsciente do analista se conecte com o inconsciente do paciente, facilitando a identificação de conteúdos latentes e padrões ocultos na fala do analisando. Como destacado por Freud, é essencial que o analista não atribua importância particular a nenhum aspecto específico do discurso, mantendo uma atenção igualmente distribuída a todos os elementos apresentados.
Prática da Atenção Flutuante Para aplicar efetivamente a atenção flutuante, o analista deve: Suspender Julgamentos: Abster-se de avaliar ou criticar as experiências e narrativas do paciente, criando um ambiente seguro para a livre expressão. Evitar Expectativas: Não antecipar ou prever o conteúdo das sessões, permitindo que o processo terapêutico se desenvolva de forma espontânea. Manter Escuta Plena: Prestar atenção cuidadosa a todas as manifestações do paciente, incluindo palavras, silêncios, expressões faciais e linguagem corporal. Não Direcionar a Fala: Permitir que o paciente conduza o fluxo de pensamentos e associações, sem intervenções que possam influenciar ou direcionar o conteúdo. Valorizar Detalhes: Considerar todos os elementos mencionados pelo paciente como potencialmente significativos, mesmo aqueles que possam parecer triviais. Observar Contradições: Atentar para inconsistências, lapsos de linguagem ou associações inesperadas que possam revelar conflitos ou conteúdos inconscientes. Importância Terapêutica A adoção da atenção flutuante é crucial para que o analista possa captar nuances e significados profundos no discurso do paciente, facilitando o acesso a conteúdos inconscientes e promovendo insights terapêuticos significativos. Essa técnica complementa a associação livre, na qual o paciente é encorajado a expressar livremente seus pensamentos, formando uma dinâmica terapêutica que favorece a exploração profunda da psique. Desafios e Considerações Manter a atenção flutuante requer do analista um constante trabalho de supervisão, visando minimizar a interferência de preconceitos pessoais e assegurar uma escuta verdadeiramente aberta. Além disso, é fundamental que o analista esteja consciente de suas próprias reações e sentimentos durante as sessões, utilizando-os como ferramentas para compreender melhor o mundo interno do paciente. Conclusão A atenção flutuante é uma habilidade essencial na psicanálise, permitindo que o analista se conecte profundamente com o paciente e facilite o processo de descoberta e compreensão dos conteúdos inconscientes. Ao cultivar uma escuta aberta e sem julgamentos, o analista cria um espaço terapêutico propício para a transformação do analisando. 

 Veja a interpretação do prof. Luís Henrique M. Novaes sobre este tópico:

 

DIFERENÇAS ENTRE A PSICANÁLISE E AS TERAPIAS DIRETIVAS | Dr. Lucas Nápoli

QUANDO SABER QUE É O INCONSCIENTE QUE DECIDE POR VOCÊ ?

Como reconhecer quando é o inconsciente que está decidindo por você O inconsciente é a parte da mente que guarda memórias, emoções, instinto...